O tempo de quem prepara, pinta e monta a peça precisa fazer parte do custo. Mesmo trabalhando no próprio estúdio, você troca horas por produção. Se esse trabalho não aparece na conta, o valor chamado de lucro pode ser apenas uma remuneração incompleta.
Comece pelas horas que podem ser vendidas
Nem toda hora disponível vira produção. Compras, organização, atendimento e manutenção também ocupam a semana. Para construir uma referência de valor/hora, divida a remuneração desejada pelas horas produtivas que realmente consegue oferecer. Ajuste essa estimativa aos registros do seu estúdio.
R$ 4.000 de remuneração distribuídos em 100 horas produtivas resultam em R$ 40/h. Oitenta horas produtivas exigiriam R$ 50/h para a mesma remuneração. Esses números ilustram o método; não são uma tabela de preço para o mercado.
Registre tarefas, não apenas dias
Uma peça que ficou três dias na bancada não necessariamente recebeu três dias de trabalho. Anote preparação, remoção de suportes, lixamento, pintura e montagem. Pausas para secagem podem permitir trabalhar em outro projeto; considere o tempo ativo sem duplicá-lo entre peças.
Escolha onde colocar cada hora
Na calculadora Ironfang Studios, a preparação da impressão pode entrar em Trabalho ativo na impressão. As tarefas de acabamento entram em Horas de pintura e acabamento. Ambos usam o valor da sua hora. Registre cada tarefa em um só campo.
Despesas gerais podem ser rateadas separadamente em outros custos. Se já estiverem incluídas no seu valor/hora, evite cobrá-las novamente. Ao final, lucro remunera o risco e sustenta o crescimento do negócio; mão de obra remunera o trabalho executado.
Coloque os números em prática.
Use seus próprios custos e confira o resultado para o seu projeto.
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